BOM DIA E UMA EXCELENTE LEITURA NESSA SEXTA


Frase do dia

“Smart money isn’t fast. It’s consistent.”
Tradução literal: “Dinheiro inteligente não é rápido. É consistente.


📌 Significado: Na vida, velocidade impressiona, mas consistência constrói com profundidade. A diferença entre quem cresce e quem apenas reage está na disciplina de repetir o certo e aprender com o erro, mesmo quando ninguém está olhando.

📣 Por que importa?
Em um ciclo de juros altos e incerteza, não vence quem corre, mas quem aguenta o ritmo. Estratégia sem consistência vira sorte; consistência sem estratégia vira esforço vazio. O investidor que une as duas domina o jogo.

📌 HOJE…

🔺 Trump pressiona a Califórnia ao contestar o novo mapa eleitoral na Justiça.

📉 Wall Street reage ao fim do shutdown com mais volatilidade e cautela sobre cortes do Fed.

🚀 Blue Origin envia satélites da NASA rumo a Marte e acerta o pouso do booster do New Glenn.

⚠️ Michael Burry fecha a Scion Asset Management e devolve capital aos investidores.

💬 Estudos mostram como crenças invisíveis travam decisões e desempenho de líderes.

🌏 China aprofunda a desaceleração, com queda no investimento e fraqueza no setor imobiliário.

🇺🇸 Governo Trump processa Califórnia para barrar novo mapa eleitoral que favoreceria democratas

Jill Connelly/Getty Images

A administração Trump entrou com uma ação federal nesta quinta-feira para bloquear o novo mapa eleitoral aprovado pela Califórnia, acusando o estado de tentar redesenhar seus distritos congressionais de forma a beneficiar candidatos democratas nas eleições de meio de mandato de 2026. Segundo o governo, a chamada Proposition 50, aprovada por mais de 64% dos eleitores, substitui o mapa elaborado pela comissão independente do estado por uma versão que tornaria cinco distritos hoje republicanos mais favoráveis aos democratas.

O Departamento de Justiça argumenta que o plano californiano configura um “gerrymander racial”, alegando que as mudanças foram vendidas ao público como ajustes de rotina, mas teriam sido motivadas por critérios partidários e de raça, o que violaria a Constituição. A ação representa uma escalada no embate nacional sobre controle da Câmara dos Deputados, já que o governo Trump tem incentivado aliados republicanos em outros estados a revisarem seus próprios mapas antes de 2026.

Insight: Em política americana, linhas no mapa nunca são apenas linhas, são estratégias de poder. E quando um estado tenta redesenhar o tabuleiro, Washington responde.

📉 Wall Street tem pior dia em um mês após investidores reduzirem apostas em cortes do Fed

As bolsas americanas fecharam em forte queda nesta quinta-feira, com investidores realizando lucros em empresas de tecnologia e reagindo ao fim do shutdown mais longo da história dos EUA. O Dow Jones caiu 798 pontos (-1,65%), o S&P 500 recuou 1,66% e o Nasdaq desabou 2,29%, registrando o pior desempenho desde 10 de outubro. Com a reabertura do governo, o mercado agora se prepara para a retomada dos dados econômicos atrasados, que podem redefinir a leitura do Federal Reserve sobre a economia.
A incerteza aumentou à medida que as chances de um corte de juros em dezembro caíram de 63% para 52% em apenas um dia (CME FedWatch). O índice de medo da CNN avançou para a zona de “medo extremo”, enquanto o VIX saltou 18%. Analistas afirmam que, sem dados recentes sobre inflação e emprego devido ao apagão estatístico do shutdown, cada nova divulgação nas próximas semanas pode provocar oscilações abruptas nos mercados.

O setor de tecnologia liderou as perdas: Tesla (-6,6%), Palantir (-6,5%), Nvidia (-3,6%) e Oracle (-4,15%) recuaram após semanas de valorização acelerada. Empresas como a Disney também decepcionaram, caindo 7,8% após resultados fracos. O Bitcoin seguiu o mau humor, recuando 3,3% e sendo negociado próximo de US$ 98.250.
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Insight: Volatilidade não é fragilidade, é transição. Com o fim do shutdown e os dados prestes a voltar, o mercado respira fundo antes do próximo movimento. E quem entende ciclo sabe: A calmaria nunca anuncia o rally, mas o caos costuma avisar.

🚀 Um pequeno passo para o homem, mas um grande salto para a Blue Origin

A Blue Origin finalmente colocou seu foguete New Glenn em operação comercial e a estreia não poderia ter sido mais simbólica: O veículo lançou dois satélites da NASA rumo a Marte e ainda completou, pela primeira vez, o pouso bem-sucedido do seu booster reutilizável no oceano.

A missão inaugura a entrada real da empresa de Jeff Bezos no mercado de lançamentos de grande porte, uma área dominada pela SpaceX há mais de uma década.
O voo representa um divisor de águas para a Blue Origin. Desde o lançamento inaugural do New Glenn em janeiro, que não conseguiu recuperar o primeiro estágio, a empresa vinha enfrentando atrasos causados por clima e até tempestades geomagnéticas. Agora, com a entrega bem-sucedida da sonda EscaPADE, o primeiro payload científico da NASA transportado pela companhia, Bezos demonstra que busca competir de igual para igual com Elon Musk.
Além da missão principal, o foguete transportou cargas secundárias, incluindo um demonstrador técnico da Viasat e instrumentos desenvolvidos pela Universidade da Califórnia, Berkeley. A NASA estima ter investido cerca de US$ 55 milhões na missão, um valor modesto comparado aos grandes programas espaciais e pagou US$ 18 milhões pelo voo do New Glenn.
O sucesso traz novo fôlego à empresa, que ainda está distante da escala da SpaceX, mas acelera projetos paralelos: Motores usados por outros foguetes americanos, a futura estação orbital e o módulo lunar para o programa Artemis. Para o setor espacial, o recado é claro: A corrida continua e a disputa está esquentando.

💼 Michael Burry, lenda do mercado encerra seu fundo e devolve capital aos investidores

Michael Burry, o gestor de The Big Short que antecipou o colapso imobiliário de 2008 comunicou a investidores que está fechando a Scion Asset Management. Em uma carta de 27 de outubro, vista pela Reuters, Burry afirmou que liquidará o fundo e devolverá o capital “salvo por um pequeno holdback de auditoria e impostos” até o fim do ano. Registros da SEC mostram que a Scion teve seu cadastro oficialmente encerrado em 10 de novembro, deixando de ser obrigada a enviar relatórios ao regulador.

A decisão vem após meses de críticas de Burry ao setor de tecnologia e às grandes apostas em IA. Ele questionou publicamente valuations inflados, o ritmo do boom de infraestrutura em nuvem e o uso de práticas contábeis que, segundo ele, suavizam artificialmente despesas. Nesta semana, revelou ter gasto US$ 9,2 milhões comprando cerca de 50 mil opções de venda de Palantir, um posicionamento claro de defesa diante do que considera um mercado esticado.

O fechamento da Scion ocorre num ambiente hostil para short sellers: Hindenburg Research fechou as portas após pressões regulatórias e críticas públicas, enquanto nomes como Jim Chanos (presidente e fundador da Kynikos Associates, uma consultora de investimentos) enfrentam forte resistência do mercado. Analistas disseram à Reuters que Burry pode simplesmente estar migrando para operar com capital próprio, longe das obrigações formais, mas suas mensagens recentes deixam claro que ele acredita que o mercado está ignorando riscos relevantes.

Insight: Burry pode sair do palco, mas não da tese: Quando gestores experientes reduzem risco, não é sobre “prever o fim do mundo”, é sobre proteger capital num mercado onde quase todos preferem olhar apenas o lado otimista.

💬 Empreendedorismo & Curiosidades

🧩 O viés invisível que sabota decisões de líderes e quase ninguém percebe

Existe um inimigo silencioso que afeta gestores, empreendedores e executivos de alta performance: o viés do progresso invisível. Ele acontece quando, mesmo avançando de forma consistente, o líder sente que está parado, o que cria ansiedade, impulsividade e decisões tomadas na hora errada. A Harvard Business Review descreve esse fenômeno como um “curto-circuito cognitivo”: quando nosso cérebro não enxerga progresso imediato, ele automaticamente assume que nada está acontecendo.
O problema é que boa parte do trabalho moderno, estratégia, equipe, inovação, cultura, é feito em ciclos longos, onde o impacto real só aparece meses depois. Isso leva muitos líderes a mudar de rota cedo demais, abandonar projetos promissores ou criar urgência artificial dentro das equipes. O resultado? Mais esforço, menos foco e um ciclo perigoso de reinício constante, mesmo quando o caminho original estava funcionando.

Quando o líder aprende a medir progresso pelo que realmente importa, decisões melhores, processos mais limpos, pessoas mais preparadas, a curva muda. De repente, o que parecia “lento” revela que estava acumulando energia para destravar crescimento. Os melhores gestores não aceleram para sentir que estão andando. Eles calibram ritmo, protegem foco e deixam o tempo trabalhar a favor, não contra.
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Insight: A sensação de “não avançar” raramente significa estagnação. Muitas vezes, significa apenas que você entrou na fase do trabalho que exige maturação, não velocidade. O líder que entende isso erra menos, cria mais e vence pelo acúmulo, não pela pressa.

🌏 China aprofunda desaceleração com queda no investimento e fraqueza no setor imobiliário

Cheng Xin | Getty Images News | Getty Images

A economia chinesa perdeu força em outubro, com investimento em ativos fixos caindo 1,7% no acumulado do ano e registrando a pior leitura mensal desde 2020. O setor imobiliário continua no centro da crise, com investimento caindo 14,7% e preços de novas casas recuando 0,5%, maior queda em um ano. A produção industrial avançou 4,9%, abaixo do esperado, enquanto as vendas no varejo subiram 2,9%, marcando o quinto mês seguido de desaceleração.

As exportações também surpreenderam negativamente, recuando pela primeira vez em quase dois anos, mesmo após China e EUA anunciarem um acordo para aliviar tarifas. Com demanda fraca, atividade desigual na indústria e consumidores cautelosos, economistas dizem que Pequim pode enfrentar pressão crescente por estímulos, embora o país ainda pareça capaz de encerrar o ano com crescimento perto da meta de 5%.

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Insight: A segunda maior economia do mundo já não desacelera, ela faz repensar sobre o ritmo global. Para o investidor, isso significa rever expectativas de demanda, preços de commodities e fluxos de capital que dependem diretamente da velocidade chinesa.

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